
O Rio Grande do Norte oficializou, nesta segunda-feira (3), sua entrada na Under2 Coalition, aliança internacional de governos comprometidos em reduzir as emissões de gases de efeito estufa e alcançar a neutralidade de carbono até 2050. A adesão foi assinada pela governadora Fátima Bezerra durante o Fórum de Líderes Locais da COP30, realizado no Rio de Janeiro.
Com a assinatura do Memorando de Entendimento (MdE) de Liderança Climática Global, o Rio Grande do Norte passa a integrar um grupo de mais de 200 governos subnacionais comprometidos com a neutralidade de carbono até 2050. O documento prevê ações coordenadas para limitar o aquecimento global a bem abaixo de 2°C, com esforços para 1,5°C, em consonância com o Acordo de Paris.
“É um compromisso com a nossa gente, porque cuidar do clima é, antes de tudo, cuidar do nosso povo. Temos aqui uma ação de comprometimento com a causa climática. O Rio Grande do Norte está presente na construção da resiliência climática, com foco na redução nas emissões de gases de efeito estufa, na melhoria da gestão hídrica, infraestrutura e governança inclusiva”, disse a governadora.
A Under2 Coalition propõe que cada signatário elabore seu próprio plano de descarbonização, com metas intermediárias até 2030 e compromissos públicos de transparência e cooperação internacional. Entre as áreas prioritárias estão a transição energética, o transporte limpo, a indústria de baixo carbono e o combate ao desmatamento.
No Rio Grande do Norte, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) será o órgão ponto focal para as articulações das ações previstas no memorando. O próximo passo será a formalização do Fórum Estadual de Mudança do Clima. “O espaço servirá para a discussão do plano climático com a sociedade civil, governo e academia”, detalhou o diretor técnico do Idema, Thales Dantas.
De acordo com o memorando da Under2 Coalition, os estados devem colaborar no desenvolvimento de tecnologias, na criação de mecanismos de financiamento e na adoção de métricas comuns para monitorar o avanço das políticas climáticas. O objetivo é construir trajetórias regionais alinhadas à meta global de emissões líquidas zero até 2050.




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