A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) tem início oficial nesta segunda-feira (10), em Belém (PA), reunindo líderes de diversos países e representantes de organizações não governamentais. O encontro acontece dez anos após o Acordo de Paris, firmado em 2015, que estabeleceu como meta limitar o aquecimento global a 1,5°C.

Belém sedia o maior evento climático do planeta em meio a tragédias ambientais recentes — como o tornado no Paraná e as fortes chuvas no Sul — e sob críticas ao governo brasileiro por autorizar a exploração de petróleo na Margem Equatorial, contrariando o discurso de transição energética.

Durante a reunião de cúpula na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou o compromisso do Brasil com o Acordo de Paris, defendendo medidas concretas para reduzir as emissões globais. “No que depender do Brasil, Belém será o lugar onde renovaremos nosso compromisso com o Acordo de Paris”, declarou.

A cerimônia de abertura contará com a presença de Lula e será conduzida pelo secretário-executivo de Mudanças Climáticas da ONU, Simon Sitell, que alertou sobre a urgência de ações efetivas diante dos eventos extremos recentes, como furacões e tufões pelo mundo.

O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, também pediu mais ambição nas negociações. No entanto, um estudo recente do Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma) alerta que, mesmo com os compromissos atuais, o planeta caminha para um aumento de temperatura entre 2,3°C e 2,5°C até o fim do século.

A ausência dos Estados Unidos é vista como um dos principais entraves para o avanço no financiamento climático. Segundo Anna Cárcamo, do Greenpeace Brasil, essa lacuna pode comprometer metas de financiamento para países em desenvolvimento, estimadas em até US$ 1,3 trilhão anuais. “Os países desenvolvidos precisam assumir mais responsabilidades e garantir recursos com juros baixos para as nações em desenvolvimento”, afirmou.

Durante a COP30, o navio do Greenpeace estará atracado em Belém e aberto à visitação pública nos fins de semana, como parte das ações de conscientização ambiental promovidas pela organização.

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