Um dia histórico no Brasil. Pela primeira vez, militares e um ex-presidente são presos após condenação por planejarem um golpe de Estado. Não é perseguição. É a democracia funcionando e dizendo: golpe é crime, e crime tem consequência.
O trânsito em julgado da trama golpista no STF fecha um ciclo de mentiras, bravatas e ameaças que Jair Bolsonaro e sua cúpula militar alimentaram desde antes da eleição de 2018, passando pela pandemia e desembocando na tentativa de golpe. Hoje, quando o ministro Alexandre de Moraes determina o início do cumprimento das penas dos condenados, incluindo o próprio ex-presidente, o recado é simples e direto: quem atenta contra a democracia, responde por isso. Até o fim.
É impossível olhar para esse momento e não lembrar das mais de 700 mil vidas perdidas na pandemia. Enquanto famílias choravam seus mortos, Jair Bolsonaro espalhava negacionismo, sabotava vacina, zombava de quem se protegia e tratava a Covid como piada. Foi cruel, sarcástico e irresponsável, com o poder e com a vida do povo brasileiro.
A prisão não devolve ninguém. Não repara o vazio na mesa, o abraço que faltou, o luto que nunca passa. Mas mostra que o Brasil não esquece e não aceita impunidade, nem de presidente, nem de general.
Este é um marco: nem farda, nem faixa presidencial são salvo-conduto para atacar a democracia.
Por eles, que se foram.
Por eles, que ficaram.
Por eles, a justiça chega.
Por eles, seguimos lutando.




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