O que vem acontecendo na Câmara Municipal de Natal ultrapassa qualquer limite do razoável. É um verdadeiro descalabro, um espetáculo deprimente do pior que a política pode oferecer, que envergonha a capital do nosso estado e desrespeita a inteligência da população.
Nas últimas semanas, a maioria dos vereadores, fiéis aliados do prefeito Paulinho Freire, tem feito exatamente o contrário do que se espera de um parlamento. Em vez de fiscalizar, propor, debater e defender Natal, transformaram o plenário em um circo de horrores, marcado por manobras, confusões e um distanciamento gritante da realidade das ruas, onde vale quase tudo para proteger o governo e sufocar qualquer voz dissonante.
Enquanto a cidade enfrenta problemas sérios em saúde, educação, mobilidade, infraestrutura e segurança, a prioridade de muitos parlamentares parece ser atropelar debates e brigar entre si, como se a Câmara fosse um palco de vaidades pessoais e não a casa do povo.
O que se vê é uma Câmara que, em vez de ser espaço de pluralidade, transparência e diálogo, mais se assemelha a um grande picadeiro: discursos vazios, cenas de constrangimento público e um roteiro que flerta diariamente com o absurdo. Falta seriedade, falta respeito ao cargo e, sobretudo, falta respeito ao cidadão natalense.
A população está cansada dessa política vergonhosa. E está acompanhando tudo:
nas redes sociais, nas conversas de bairro. A cada nova sessão marcada por declarações desrespeitosas, ataques pessoais e pouco compromisso com o interesse público, a Câmara Municipal de Natal se afasta um pouco mais do cidadão comum e se aproxima de um abismo moral.
É vergonhoso. É lamentável. Mas também é um alerta: Porque todo circo tem palhaço, tem plateia e tem fim.
Na democracia, o fim de qualquer espetáculo deprimente como o que vem sendo protagonizado na Câmara Municipal de Natal é decidido pelo povo, no voto, na memória e na cobrança diária. E esse julgamento já começou.




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