
A declaração de Flávio Bolsonaro de que foi “escolhido” pelo próprio pai para disputar a presidência em 2026 revela muito mais do que um movimento político: escancara a incapacidade da direita bolsonarista de se renovar. Em vez de apresentar propostas, projetos ou lideranças preparadas, prefere insistir na lógica do herdeiro político, como se o Brasil fosse um feudo familiar.
A escolha de Flávio diz menos sobre sua capacidade e mais sobre o desespero de um grupo que perdeu força, narrativa e prestígio desde que Donald Trump assumiu a presidência nos Estados Unidos e esfriou a relevância internacional de Jair Bolsonaro, agora preso, envolvido em processos e escândalos.
A extrema direita brasileira está presa ao passado, incapaz de compreender o momento político e social do país. Não há projeto nacional, não há visão de futuro, há apenas a tentativa de manter vivo um capital político cada vez mais desgastado. Enquanto isso, o campo progressista apresenta debates reais sobre desenvolvimento sustentável, inclusão social, inovação econômica e fortalecimento institucional.
Se Flávio Bolsonaro for realmente o nome da direita para 2026, o que se verá é uma campanha marcada por ressentimentos, teorias conspiratórias e ataques, sem profundidade programática.
A esquerda, por outro lado, deve aproveitar este momento para reforçar sua agenda propositiva, ampliar diálogos e mostrar ao eleitor que o Brasil só avança quando deixa de lado aventuras autoritárias e aposta na democracia, na ciência e na justiça social.
Em resumo: a direita confirma que não tem mais nada de novo a oferecer. E o Brasil, cansado de retrocessos, merece muito mais do que um herdeiro tentando reavivar um projeto político que já mostrou seu fracasso.




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