O mercado financeiro reagiu de forma imediata e negativa ao anúncio de que Flávio Bolsonaro será o pré-candidato da direita à Presidência em 2026. A decisão, revelada na sexta-feira (5), contrariou expectativas e provocou forte instabilidade na bolsa, no câmbio e na curva de juros.

Até então, o nome mais cotado pelos agentes econômicos era o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, visto como uma opção mais “palatável” e previsível para o mercado. A escolha do senador, porém, foi interpretada como um sinal de fragilidade da direita e gerou dúvidas sobre a viabilidade eleitoral e econômica da candidatura.

O reflexo foi imediato: o Ibovespa, que havia renovado sua máxima histórica acima dos 165 mil pontos, perdeu mais de 7 mil pontos em poucas horas e passou a operar em forte queda. No fechamento, o índice recuou 4,31%, aos 157.369 pontos, registrando sua maior baixa diária desde fevereiro de 2021.

A aversão ao risco também empurrou o dólar para cima. A moeda americana chegou a bater R$ 5,4840 na máxima intradiária (+3,27%) e encerrou o dia cotada a R$ 5,4318, uma alta de 2,29%.

O movimento de cautela se ampliou na renda fixa: a curva de juros futuros abriu mais de 20 pontos-base, refletindo a preocupação dos investidores com o cenário político e com a sinalização de uma candidatura considerada pouco competitiva e imprevisível.

A reação, forte e coordenada, mostra que o mercado recebeu com desconfiança a decisão da família Bolsonaro e vê riscos adicionais para a disputa presidencial após a ruptura da expectativa em torno de Tarcísio.

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