O Rio Grande do Norte vive um dos maiores ciclos de crescimento do seu agronegócio, impulsionado pelo avanço da segurança hídrica e pela logística favorável. Segundo o secretário de Agricultura, Guilherme Saldanha, as exportações de frutas crescem há oito anos acima de dois dígitos e devem superar US$ 350 milhões em 2025, consolidando o Estado como referência nacional na fruticultura.

O destaque do setor são os “4Ms” — melão, melancia, mamão e manga — que juntos ocupam até 60 mil hectares. O RN também amplia a exportação de cana-de-açúcar, castanha, mel, pescados e se prepara para retomar a exportação de banana com a chegada de uma grande multinacional, que deve alcançar 800 hectares plantados.

A nova infraestrutura hídrica, com as águas do São Francisco chegando ao Vale do Açu e a Barragem de Oiticica em operação, garante estabilidade para irrigação no semiárido. Até 2026, o abastecimento deve alcançar o Chapadão do Apodi.

A logística também é um diferencial: do Vale do Açu ao Porto de Natal são menos de 200 km — percurso muito menor que o dos principais polos concorrentes. Isso reduz o custo do transporte de contêineres em até cinco vezes.

O cenário tem atraído investidores estrangeiros, especialmente da Espanha, que busca novas áreas produtivas. O impacto econômico é imediato: as exportações devem injetar pelo menos R$ 1,5 bilhão neste ano, além de fortalecer a geração de empregos formais no semiárido. O setor já soma saldo superior a 2,5 mil vagas em 2025 e movimenta cerca de 200 mil empregos diretos entre plantio, cultivo e comercialização.

Com água garantida, logística eficiente e expansão internacional, o RN se aproxima de um novo patamar e se consolida como um dos polos agrícolas mais dinâmicos do País.

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