
Explosões de grande intensidade foram ouvidas na madrugada deste sábado (3) em Caracas, capital da Venezuela, provocando pânico entre moradores e interrupções no fornecimento de energia em vários bairros. O governo venezuelano afirma que o país foi alvo de um ataque militar dos Estados Unidos, classificando o episódio como uma agressão direta à soberania nacional.
O que se sabe até agora
De acordo com informações divulgadas por autoridades venezuelanas e por agências internacionais, ao menos sete explosões foram registradas em diferentes pontos da capital, por volta das 2h (horário local). Moradores relataram também voos rasantes de aeronaves militares, além de um forte esquema de segurança nas ruas.
Os principais registros apontam ocorrências nas proximidades de instalações militares estratégicas, como a Base Aérea de La Carlota e o complexo militar de Fuerte Tiuna, considerados alvos sensíveis do governo.
Em pronunciamento oficial, o governo do presidente Nicolás Maduro afirmou que a Venezuela sofreu uma ação militar coordenada pelos Estados Unidos, que teria atingido não apenas Caracas, mas também regiões dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Maduro declarou estado de emergência nacional, ordenou a mobilização das Forças Armadas e acusou Washington de violar a Carta da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo o governo venezuelano, o ataque teria como objetivo desestabilizar o país e atingir seus recursos estratégicos, especialmente o petróleo.
Até o momento, o governo dos Estados Unidos não confirmou nem negou oficialmente qualquer envolvimento nos ataques. O Pentágono e a Casa Branca permanecem em silêncio, o que amplia a tensão e gera especulações no cenário internacional.




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