
Os países da União Europeia aprovaram provisoriamente nesta sexta-feira (9) o acordo comercial com o Mercosul, encerrando mais de 25 anos de negociações. A decisão, confirmada por diplomatas à AFP e à Reuters, abre caminho para a assinatura oficial do tratado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prevista para a próxima segunda-feira (12), no Paraguai.
O acordo prevê a redução gradual ou a eliminação de tarifas de importação e exportação, além da adoção de regras comuns para o comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Caso entre plenamente em vigor, o tratado criará uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, envolvendo cerca de 451 milhões de consumidores europeus e os países do Mercosul.
Para o Brasil, maior economia do bloco sul-americano, o acordo representa um avanço estratégico. Ele amplia o acesso dos produtos brasileiros ao mercado europeu, fortalece o agronegócio, mas também beneficia setores da indústria, como automotivo, químico, calçadista e de máquinas, além de estimular investimentos e geração de empregos. O tratado também tende a aumentar a competitividade da economia brasileira no cenário internacional.
Apesar da aprovação, o acordo segue enfrentando resistência dentro da União Europeia, especialmente de países como França e Irlanda, que temem impactos negativos sobre seus agricultores. Produtores europeus alegam concorrência desleal com produtos do Mercosul, considerados mais baratos e submetidos a regras ambientais menos rígidas.
A sinalização favorável da Itália foi decisiva para a formação da maioria necessária à aprovação. O governo italiano condicionou o apoio a medidas de proteção ao setor agrícola, incluindo a promessa da Comissão Europeia de ampliar recursos para os agricultores do bloco.
Com o aval político inicial, o acordo avança agora para as etapas finais de formalização e ratificação, podendo marcar uma nova fase nas relações comerciais entre Brasil, Mercosul e União Europeia.




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