Encerrado o período de Carnaval e veraneio, a política do Rio Grande do Norte volta a ganhar ritmo mais intenso. Se nos primeiros meses do ano as articulações caminharam de forma discreta, agora os bastidores começam a se movimentar com mais clareza em torno da sucessão estadual.

Nos corredores da Assembleia Legislativa, nos gabinetes em Brasília e nas conversas reservadas entre lideranças municipais, o foco passa a ser a construção de alianças para 2026. O debate principal gira em torno da disputa pelo Governo do Estado, mas também envolve Senado, Câmara Federal e a recomposição das forças na Assembleia.

No campo governista, a expectativa é saber qual será o desenho do grupo liderado pela atual gestão e quais nomes terão viabilidade eleitoral. Já na oposição, o desafio é construir unidade e evitar a fragmentação, fator que historicamente pesa no resultado final.

Prefeitos e ex-prefeitos, sobretudo das regiões Seridó, Oeste e Grande Natal, entram como peças estratégicas nesse xadrez. A força municipal continua sendo determinante no RN, onde eleições majoritárias costumam ser decididas voto a voto, com forte influência das lideranças locais.

Outro ponto central será a formação das chapas proporcionais. Deputados estaduais e federais já intensificam agendas pelo interior, de olho na manutenção de bases e na ampliação de apoios.

Ainda é cedo para cravar cenários definitivos, mas uma coisa é certa: o período de trégua acabou. A partir de agora, as conversas deixam de ser apenas especulação e começam a ganhar contornos mais concretos. No RN, a sucessão já entrou em campo e as próximos semanas prometem movimentar o tabuleiro político potiguar.

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