
Os Estados Unidos autorizaram temporariamente a venda de petróleo russo que já está armazenado em navios no mar, em meio à crise energética provocada pela escalada militar no Oriente Médio. A decisão foi anunciada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos nesta quinta-feira (12).
A licença permite a comercialização de petróleo bruto e derivados carregados em embarcações até 12 de março, com validade até 11 de abril. Na prática, a medida representa um recuo parcial nas sanções aplicadas ao setor energético da Rússia após a guerra na Ucrânia.
A decisão ocorre após tensões envolvendo Irã, Israel e os Estados Unidos afetarem o estratégico Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O conflito provocou interrupções no transporte marítimo e fez o preço do barril subir para quase US$ 120, o maior valor desde a pandemia.
Segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, a autorização busca ampliar a oferta global de petróleo e reduzir os impactos no abastecimento. Ele afirmou que a medida é temporária e limitada, sem gerar ganhos significativos para o governo russo.
A flexibilização, porém, foi interpretada por autoridades russas como um reconhecimento da importância do petróleo do país para a estabilidade do mercado global. O enviado econômico de Moscou, Kirill Dmitriev, afirmou que a crise pode levar a novos afrouxamentos das sanções.
Já o presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu a manutenção das restrições durante reunião do Grupo dos Sete, destacando que a crise no Oriente Médio não deve alterar a posição internacional sobre a Rússia.




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