Os preços dos medicamentos no Brasil poderão sofrer reajuste a partir de 1º de abril, conforme definição da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). O aumento máximo autorizado será de até 3,81%, dependendo do nível de concorrência de cada produto no mercado.

Pelas regras, remédios com maior concorrência poderão ter reajuste de até 3,81%, os de concorrência intermediária até 2,47%, e os de menor concorrência terão limite de 1,13%. Considerando a média, este deve ser o menor reajuste desde 2018.

O presidente do Conselho Regional de Farmácia do Rio Grande do Norte (CRF-RN), Joselito Rangel, explica que o percentual definido pela CMED representa apenas um teto de aumento, e não um reajuste obrigatório. Assim, cada laboratório decide se aplicará ou não o aumento e em quais produtos.

Na prática, o impacto para o consumidor pode variar, já que farmácias podem adotar descontos e promoções. Além disso, os preços não são uniformes entre estabelecimentos, pois o reajuste incide sobre o Preço Máximo ao Consumidor (PMC), e não necessariamente sobre o valor final cobrado no balcão.

Segundo o CRF-RN, mudanças tributárias em análise, como o possível retorno da cobrança de PIS/Cofins sobre alguns medicamentos, também podem provocar novos aumentos ao longo de 2026.

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