“Todo o país (Irã) poderia ser eliminado em uma única noite, e essa noite poderia muito bem ser a de amanhã (terça-feira)”, afirmou, nesta segunda-feira (6/4), Donald Trump, durante uma concorrida entrevista coletiva na Casa Branca.

O presidente dos Estados Unidos assegurou que o novo ultimato para a reabertura do Estreito de Ormuz, que se encerra na noite desta terça-feira, é o final e acrescentou que seus militares podem arrasar com todas as pontes e usinas de energia iranianas em “quatro horas”. “Temos um plano, graças ao poder de nossas forças armadas, que prevê que todas as pontes do Irã serão destruídas à meia-noite, amanhã (terça-feiraa) à noite, que todas as centrais elétricas ficarão fora de serviço”, afirmou.

Ele rejeitou a proposta de cessar-fogo de 45 dias como “insuficiente”, apesar de considerá-la um “passo muito significativo”. O Irã também recusou o plano mediado pelo Paquistão e insistiu na necessidade de um fim definitivo do conflito. 

Trump admitiu que não está “preocupado” com a possibilidade de os EUA cometerem crimes de guerra caso ataquem instalações energéticas iranianas. “Não estou preocupado com isso. O que é crime de guerra é permitir que um país doente, com líderes dementes, possua uma arma nuclear”, declarou o presidente, depois de chamar os dirigentes iranianos de “animais”.

No domingo, ele chegou a avisar que, se o Irã não abrir a “p… do estreito”, enfrentará um inferno. “Terça-feira (7/4) será o dia das centrais elétricas e o dia das pontes”, ameaçou.

O regime teocrático islâmico parece não ter se intimidado com as novas ameaças de Trump. “A retórica grosseira e arrogante e as ameaças infundadas do delirante presidente dos Estados Unidos não têm qualquer efeito sobre a continuidade da ofensiva e das operações esmagadoras dos guerreiros do Islã contra os inimigos americanos e sionistas”, reagiu o comando central Khatam Al-Anbiya do Exército iraniano, por meio de nota.

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