O Rio Grande do Norte terá investimentos no valor de € 2 bilhões (cerca de R$ 12 bilhões) em um empreendimento que inclui produção de hidrogênio verde, energia eólica e solar formado por um consórcio de empresas do Brasil e da Alemanha. O anúncio foi feito na Hannover Messe, a feira industrial de Hanôver, na Alemanha, no estande da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que lidera a participação do Brasil no evento como país homenageado em 2026.

Chamado de Morro Pintado, o projeto prevê a instalação de um complexo integrado com capacidade de 1.400 megawatts, baseado em fontes eólica e solar e ficará na cidade de Areia Branca, no litoral norte do Rio Grande do Norte. O Governo do Estado já forneceu a licença ambiental prévia para sua instalação. O diretor-presidente da Brazil Green Energy, Fernando Luiz Vilela, afirmou que, com a licença prévia, o consórcio de empresas avança para levantar os recursos.

O projeto, que combina geração de energia renovável com produção de insumos industriais voltados à transição energética, transforma o hidrogênio verde em amônia verde, para ser exportado para a Alemanha, onde pode ser transformado de volta em hidrogênio. A amônia também pode ser utilizada para a produção de fertilizantes. O empreendimento inclui um terminal portuário para escoamento da produção. A estrutura deve produzir cerca de 80 mil toneladas por ano de hidrogênio verde.

De acordo com Viela, mais de 20 bancos têm interesse na iniciativa e já há conversas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ser um dos financiadores.

O consórcio reúne empresas como a BGE (Brazil Green Energy) e a GI (Green Investors), além de grupos industriais alemães como Siemens, Thyssenkrupp e Andritz.

O governo alemão também apoia a iniciativa, em linha com a estratégia do país de garantir fornecedores de energia limpa fora da Europa.

A iniciativa representa mais um passo na tentativa de transformar o Nordeste em um polo de energia limpa e exportação de combustíveis de baixo carbono. Um movimento que, se consolidado, pode reposicionar o Brasil no mapa da transição energética.

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