A conta de energia elétrica terá cobrança extra a partir de 1º de maio com a adoção da bandeira tarifária amarela, conforme anúncio da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O adicional será de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos e valerá para todo o país, incluindo o Rio Grande do Norte.

Segundo a Aneel, a medida é consequência da redução das chuvas, o que diminui a geração hidrelétrica e exige o uso de usinas termelétricas, mais caras. Até abril, a bandeira permaneceu verde, sem cobrança adicional.

A decisão da Aneel escancara, mais uma vez, um problema recorrente do setor elétrico brasileiro: a dependência excessiva das condições climáticas e a transferência direta dos custos ao consumidor. Embora ninguém mais acredite nesse argumento, o impacto financeiro recai, como de costume, sobre a população.

No fim das contas, a bandeira amarela funciona como um alerta não apenas para o consumo, mas para a urgência de investimentos mais robustos em planejamento energético e fontes alternativas. Enquanto isso não acontece, o brasileiro segue pagando,  literalmente, pela instabilidade do sistema.

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