A decisão do grupo governista de adiar a definição do vice de Cadu Xavier está longe de ser um sinal de desorganização. Pelo contrário. A mensagem transmitida pelo chefe da Casa Civil, Raimundo Alves, é clara: a prioridade é construir uma chapa competitiva, mesmo que isso signifique prolongar as negociações.

Ao afirmar que “não há prazo e nem pressa”, Raimundo praticamente encerra as expectativas de um anúncio imediato e reforça que a vaga de vice continua sendo uma das principais moedas de articulação política da eleição de 2026. Quem imaginava uma definição nesta semana terá de esperar.

O discurso da cautela também revela que ainda existem peças importantes no tabuleiro. Enquanto houver espaço para novas alianças, dificilmente o governismo antecipará uma decisão.

Ao mesmo tempo, a demora tem um custo político. Cada semana sem definição alimenta especulações, movimenta os bastidores e abre espaço para diferentes interpretações sobre o estágio das negociações. É um cenário que interessa à oposição, que acompanha atentamente os movimentos do governo.

Por outro lado, a experiência mostra que, na política, chapas majoritárias raramente são fechadas por ansiedade. A escolha do vice costuma ser o último grande movimento das articulações, justamente porque envolve equilíbrio regional, composição partidária e estratégia eleitoral. O governismo parece apostar que o desgaste provocado pela espera será menor do que o risco de uma decisão precipitada.

Por enquanto, a única certeza é que o vice de Cadu Xavier continuará sendo um dos principais assuntos dos bastidores políticos do Rio Grande do Norte. E, ao que tudo indica, essa novela ainda terá novos capítulos.

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