A Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A., empresa que recebeu notas fiscais posteriormente canceladas pelo escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), recebeu R$ 11,2 milhões do Banco Master apenas um mês após sua abertura, segundo dados da Junta Comercial de São Paulo e da Receita Federal.

Constituída em novembro de 2024, a empresa teria recebido outros R$ 46,6 milhões do banco ao longo de 2025. A Copenhagen também possui ligação societária com Rogério Lourenço Novo, que aparece como diretor da empresa e único sócio da Contábil Correa, outra companhia que manteve relação contratual com o escritório de Flávio Bolsonaro.

Em abril de 2025, o escritório emitiu duas notas fiscais de R$ 500 mil cada para a Copenhagen, posteriormente canceladas. Dois dias depois, uma nova nota, também no valor de R$ 500 mil, foi emitida para a Contábil Correa.

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu que a Polícia Federal inclua as notas nas investigações sobre o Banco Master, Daniel Vorcaro e a Trustee DTVM. Para o parlamentar, a sequência de emissão e cancelamento dos documentos levanta dúvidas que precisam ser esclarecidas.

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