Um avanço histórico da ciência brasileira pode mudar o futuro de milhares de pessoas com lesões medulares. Pesquisadores da UFRJ, em parceria com o laboratório Cristália, apresentaram em São Paulo a polilaminina, medicamento inédito no mundo que promete regenerar a medula espinhal e devolver movimentos a pacientes paraplégicos e tetraplégicos.
O fármaco é produzido a partir da proteína laminina, extraída da placenta humana, e estimula neurônios maduros a se “rejuvenescerem”, criando novos axônios – responsáveis por transmitir impulsos elétricos do cérebro ao corpo.
Nos testes experimentais, aplicados diretamente na coluna, pacientes tiveram resultados impressionantes. O caso mais emblemático é o de Bruno Drummont, que ficou tetraplégico após um acidente de trânsito e recuperou todos os movimentos em apenas cinco meses. Já a atleta paralímpica Hawanna Cruz Ribeiro recuperou parte do controle motor e sensibilidade após anos de paralisia.
A polilaminina já é produzida no Brasil e aguarda apenas autorização da Anvisa para ampliar os estudos clínicos. Segundo o fundador do Cristália, Ogari Pacheco, a descoberta é “um dia histórico para a ciência e para a humanidade”.
Especialistas ressaltam que os resultados ainda precisam ser confirmados em larga escala, mas reconhecem o potencial transformador da pesquisa, que vem sendo desenvolvida há mais de 25 anos.




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