Sem confirmação de encontro oficial na agenda da Casa Branca, o senador Flávio Bolsonaro desembarcou nos Estados Unidos em meio a uma ofensiva política que tem mais aparência de gesto simbólico do que resultado concreto. A missão: conseguir uma foto ao lado do presidente dos EUA, Donald Trump, e transmitir ao eleitorado bolsonarista a imagem de prestígio internacional.

Nos bastidores, a viagem é interpretada como uma tentativa de conter desgastes políticos recentes e afastar a associação com episódios que vêm gerando desconforto no entorno da família Bolsonaro, especialmente diante das repercussões envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.

A aposta seria transformar uma eventual foto em ativo eleitoral, reforçando a narrativa de proximidade com Trump e buscando manter mobilizada a base mais fiel do bolsonarismo.

O problema é que, até aqui, a viagem ocorre sem garantia de agenda oficial, o que aumenta o risco de a tentativa produzir efeito contrário.

Em política, uma imagem vale muito, mas a ausência dela também pode falar alto.

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