
O avanço da proposta que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas sem corte salarial já enfrenta forte resistência de setores empresariais. Após o acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta, representantes da indústria e do setor produtivo passaram a buscar apoio no Senado para frear a medida.
A movimentação ocorre em meio à preocupação de empresários com possíveis impactos econômicos e custos de adaptação. Liderados por Paulo Skaf, integrantes do setor industrial devem se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, numa tentativa de retardar ou modificar a proposta que já ganhou força política na Câmara.
Críticos da ofensiva empresarial apontam que o movimento expõe a resistência histórica de parte do empresariado brasileiro a mudanças nas relações de trabalho, especialmente quando envolvem ampliação do descanso do trabalhador. Do outro lado, representantes do setor produtivo argumentam que uma transição mais longa seria necessária para evitar impactos na produtividade e no custo das empresas.




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