Com a entrada em vigor da tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o governo federal aposta na articulação com o setor produtivo e na diversificação de mercados para reduzir os impactos sobre as exportações.

A estratégia inclui reuniões com representantes da indústria e do agronegócio, elaboração de um pacote de apoio às empresas afetadas e a busca por novos destinos comerciais, como Japão, Canadá e Emirados Árabes Unidos, além de países da Ásia e do Oriente Médio.

A sobretaxa deverá atingir cerca de 3 mil produtos brasileiros e, segundo estimativas do governo, afetar aproximadamente 18% das exportações do Brasil para os Estados Unidos, o equivalente a US$ 7,2 bilhões.

Entre as medidas em estudo estão a ampliação de linhas de financiamento e garantias para empresas exportadoras, por meio do Plano Brasil Soberano, além do fortalecimento de mecanismos já existentes de apoio às exportações.

O governo, por enquanto, evita adotar medidas de reciprocidade e mantém os canais diplomáticos abertos com Washington. A avaliação é de que uma reação mais incisiva poderia ampliar as tensões comerciais e políticas entre os dois países.

A equipe econômica também trabalha na elaboração de um novo pacote de apoio, que deverá ser mais enxuto que o programa anterior, de R$ 15 bilhões. A prioridade deve ser dada a linhas de crédito, garantias e outros instrumentos com menor impacto sobre as contas públicas.

Especialistas alertam, no entanto, que a diversificação de mercados pode reduzir parte dos prejuízos, mas exige tempo, novos custos logísticos e negociações comerciais. O cenário ainda pode se agravar caso os Estados Unidos confirmem uma nova tarifa adicional, que poderia elevar a sobretaxa acumulada sobre parte dos produtos brasileiros para até 37,5%.

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