
O Rio Grande do Norte intensificou o combate a esquemas de sonegação fiscal por meio da atuação integrada entre a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz-RN), Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Federal, Receita Federal, PRF e outros órgãos de fiscalização.
Entre as operações de maior repercussão está a Operação Emirados, que investiga suspeitas de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade ideológica. Segundo o Ministério Público, o esquema teria causado um prejuízo estimado em R$ 72 milhões aos cofres públicos. Durante a ação, foram apreendidos mais de R$ 90 mil em espécie, além de dólares, euros, joias, documentos e equipamentos eletrônicos.
Outras operações também investigaram fraudes tributárias, empresas de fachada, ocultação de patrimônio, comércio irregular, contrabando e irregularidades no setor de combustíveis. Em uma delas, foram bloqueados mais de R$ 150 milhões em bens e ativos financeiros.
A fiscalização também atua no transporte de mercadorias e em estabelecimentos comerciais. Em ações recentes, foram apreendidos produtos sem documentação fiscal adequada e recuperados valores em tributos e taxas.
Segundo dados da Sefaz-RN, as fiscalizações resultaram na recuperação de R$ 42,5 milhões em ICMS e multas em 2024. Em 2025, o valor ultrapassou R$ 58 milhões. Até 15 de julho de 2026, já haviam sido recuperados mais de R$ 45 milhões.
O trabalho ganhou reforço com a criação do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA-RN), que reúne órgãos fazendários, Ministério Público, Procuradoria-Geral do Estado e forças de segurança. A proposta é integrar informações, fortalecer investigações e ampliar a recuperação de recursos desviados por meio de fraudes e crimes tributários.




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